Transiliência: habilidades que a vida ensina
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Transiliência: habilidades que a vida ensina Para Riccarda Zezza, aquilo que aprendemos em diferentes papeis pode ampliar nossas possibilidades no trabalho e em outras áreas da vida Parceiros #PorUmMundoMelhor #PorUmMundoMelhor O que aprendemos como pais, filhos, amigos ou profissionais não precisa ficar restrito a uma única área da vida. A ideia é aprofundada no livro Transiliência — você já é muito mais do que imagina, lançado pela autora durante o Fórum, pela editora Voo.
Gerado a partir do texto coletado, sem informações externas.
- Veículo
- CicloVivo (ciclovivo.com.br)
- Autor
- Carolina Conti
- Publicação
- 01/10/2026 12:19
- URL original
- https://ciclovivo.com.br/inovacao/inspiracao/transiliencia-habilidades-que-a-vida-ensina/
- Local
- Pavilhão da Bienal, Parque Ibirapuera — São Paulo (SP)
- Coletada em
- 02/10/2026 15:25 · última verificação 02/10/2026 15:25
- Origem
- google_news: "8º Fórum & Festival Longevidade"
- Extração
- ok · confiança 100%
- Classificação
- nome do evento 1x no texto; cita 8ª edição, datas 24–26/set, Ibirapuera/Bienal, organizador/tema oficial
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Transiliência: habilidades que a vida ensina
Para Riccarda Zezza, aquilo que aprendemos em diferentes papeis pode ampliar nossas possibilidades no trabalho e em outras áreas da vida
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O que aprendemos como pais, filhos, amigos ou profissionais não precisa ficar restrito a uma única área da vida. Habilidades desenvolvidas em uma situação podem ser reconhecidas e utilizadas em outra, ampliando os recursos para lidar com diferentes desafios. Essa é a ideia por trás da transiliência, conceito apresentado pela empreendedora social e pesquisadora italiana Riccarda Zezza durante o 8º Fórum & Festival Longevidade — Reimaginando Futuros, realizado entre 24 e 26 de setembro, no Pavilhão Bienal, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo (SP).
Especialista em identidade e aprendizagem e mestre em neurociência comportamental, Riccarda fundou a Lifeed depois de 15 anos de carreira em grandes empresas. Esta plataforma de aprendizagem parte das experiências pessoais para desenvolver competências e deu origem ao conceito de Life Based Learning. A abordagem reconhece que também aprendemos fora dos ambientes formais de educação e trabalho e propõe transformar essas vivências em recursos para o desenvolvimento. Sua pesquisa teve início depois de uma experiência pessoal, conforme conta: “foi há 15 anos, quando me tornei mãe, e o ambiente de trabalho não reconhecia minhas habilidades.” Ela, então, criou uma metodologia para mulheres que retornavam ao mercado profissional depois de darem à luz. “A maternidade é um papel de liderança.”
A partir de uma pesquisa com 70 mil respondentes, Riccarda afirma que 15% das soft skills já estão presentes nas pessoas. Mais do que desenvolver competências do zero, seria preciso reconhecer aquilo que já foi construído e perceber onde mais pode ser aplicado. A comunicação, por exemplo, é exercitada continuamente nas relações pessoais. “Esses skills são comportamentais.” Essa perspectiva também muda a maneira de olhar para as próprias experiências. Para a pesquisadora, a forma como interpretamos o que acontece pode abrir ou limitar possibilidades. “A gente pensa em imagens. Se mudamos as imagens, podemos mudar a perspectiva sobre o que pensamos.”
Em entrevista exclusiva ao Ciclo Vivo, Riccarda relacionou a transiliência à capacidade de lidar com as transformações. “Temos que aceitar que vamos mudar muitas vezes. E isso é bom, porque existem oportunidades para mudar.” A ideia encontra respaldo na plasticidade cerebral: o cérebro continua se modificando ao longo da vida e pode abandonar padrões diante de novas necessidades. “Então, a transiliência é uma habilidade que temos em nível neurológico.” Aprender também envolve, portanto, a possibilidade de romper modelos já estabelecidos.
A ideia é aprofundada no livro Transiliência — você já é muito mais do que imagina, lançado pela autora durante o Fórum, pela editora Voo. Na obra, ela propõe enxergar as diferentes dimensões que compõem uma pessoa como uma fonte de recursos, em vez de experiências isoladas. “A transiliência transforma em competência a complexidade identitária que todos nós possuímos.” Não existe, para ela, uma versão definitiva de quem somos: “Nossa identidade é um recurso que está constantemente sob definição.”
Essa diversidade ganha importância especialmente nos períodos de transição, quando antigas referências deixam de funcionar e novas formas de organização precisam ser encontradas. A italiana chama de autocomplexidade a percepção que temos das diferentes dimensões que nos constituem e de como elas se relacionam. Segundo ela, essa riqueza pode contribuir para o equilíbrio emocional. “No fim das contas, o que nos protege não é a estabilidade da identidade, mas sua diversidade e plasticidade: a capacidade de reorganizar, ao longo do tempo, a história de quem somos.”
A proposta também questiona a valorização exclusiva de trajetórias profissionais lineares. Experiências adquiridas fora do mercado de trabalho podem formar competências que acabam invisíveis em processos de seleção e avaliação. Um dos exemplos apresentados no livro é o de um profissional de 55 anos que percebe como uma habilidade desenvolvida no trabalho poderia ajudá-lo na convivência com os pais idosos: “me ajudaria a lidar com as questões relacionadas à convivência com pessoas mais velhas de maneira calma e racional.”
Reconhecer esse repertório exige, portanto, olhar para as pessoas para além de uma única característica, profissão ou momento da trajetória. Para Riccarda, é justamente nessa diversidade que existe espaço para transformação. “Eu acredito em pessoas, em seres humanos. Acredito que temos dentro de nós um mundo maravilhoso.” E completa: “Nós devemos parar de simplificar e começar a analisar a complexidade, a complexidade humana, e dar os valores certos para ela.”
Livro Transiliência – você é muito mais do que imagina: https://www.editoravoo.com.br/produto/transiliencia-voce-ja-e-muito-mais-do-que-imagina/
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